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domingo, 11 de outubro de 2009

Sobre pedreiros e refrigerantes

Que pedreiro é um saco, todo mundo já sabe.
Que refrigerante é uma porcaria, também.
E que existe uma tênue diferença entre os dois, você sabia?
Pois é.
Você deve estar se perguntando: do que essa louca está falando?
E eu respondo. Mas vamos desde o início da história.
Quando compramos a casa, ainda sem acabamento, eu queria piso branco. O vendedor de materiais perguntou, de pronto: mas você pode pagar uma empregada? Eu, com cara de bolinha, perguntei: por quê???? Ao que ele respondeu com a frase que eu jamais vou esquecer: se cair um fio de cabelo branco no piso branco, ele aparece.
Eu, que não tenho cabelo branco (não sem pintar, claro), pensei que estaria frita.
Mas como não abro mão de luz, e piso claro ilumina a casa, optei por um cinza. Mais parece um branco encardido, mas não é branco.
Aí está o bendito:


Bom, o fato é que os pedreiros tomaram conta da casa por três longos meses. Entrou gente de tudo que foi lugar na toca. Foi pintor, encanador, marceneiro, serralheiro.
O bendito do marceneiro envernizou os caibros que suspendem a cobertura do quintal; o serralheiro pintou as grades. E tudo onde? Dentro da minha linda casa de piso instalado. Como não tinha mulher cuidando da "bagaça" para dar meia dúzia de gritos do tipo: "Aaaaai, meu chão! Quem manchar fica sem p#@*o!!!", eles deitaram e rolaram.
E aí, é claro, que a faxina da mudança não limpou tudo o que precisava ser limpo.
A sala foi, por algumas semanas, o depósito das caixas e sacolas do casal. Não tinha nenhum móvel lá até a chegada do telefone, quando colocamos um gaveteiro; depois chegou a estante e as mesas-ninho que eu fiz com amor e carinho, e essa semana chega o sofá.
Bom, vocês ainda devem estar se perguntando do que eu estou falando. Tá, vamo lá!
Sabe quando você faz uma festa em casa e o chão fica todo manchado de "caiu cerveja, ninguém limpou e grudou pó"?
Pois bem. No chão da minha sala tinha uns quatro focos desse tipo de mancha.
Lavei a sala IN-TEI-RA com sabão de côco líquido, com sabão em pó e água sanitária, com Ajax, Vejam e todo o arsenal de limpeza disponível no universo.
Foi quando lembrei do refrigerante.
fala sério, você olha para essas bolhas... não dá vontade?


Foi assim: quando eu era criança, minha mãe fez um estoque de guaraná debaixo do gabinete da cozinha. Saímos, e quando voltamos uma das garrafas (aquelas de vidro com tampa de chapinha, lembram?) tinha estourado e a cozinha estava inundada por 1 litro de guaraná.
Como o piso era daquelas cerâmicas antigas, vermelhas, encardia com facilidade e a limpeza não era lá das mais fáceis, nunca dava para ver a cor original dos ladrilhos.
Eis que percebemos que onde estava "sujo" de refrigerante, estava limpo da sujeira do dia-a-dia. E ali vimos a cor verdadeira do barro. E percebemos como refrigerante era bom para limpeza.

Todo mundo conhece a história de que não há nada melhor para desentupir um ralo ou limpar um forno que 2 litros de coca-cola sem gelo.
E foi então que, lembrando de toda essa limpeza de cozinha, pensei no refrigerante como minha última tentativa de limpeza para a sala. Chegamos a pensar que pudessem ter derramado algum tipo de ácido no piso, de tão presa que estava a tal mancha.
Ontem, depois de uma longa espera no supermercado, cheguei em casa, varri a sala e espalhei o refrigerante de limão por todo o piso (eu não queria uma parte mais limpa que a outra, né?).
Esfreguei com a vassoura de piaçava, joguei água, tirei todo o refrigerante do piso e voilá. Nenhuma mancha estava lá.
Passei mais uma água com Ajax, para ver se não era ilusão de ótica.
E não era.
O bendido refrigerante "in"acreditavelmente conseguiu remover a sujeira deixada pelo maledeto pedreiro/marceneiro/encanador/serralheiro/pintor - seja lá quem tenha sido.
O fato é: a gente bebe essa coisa! Deve ser por isso que refrigerante, em países de língua britânica, se chama SODA. Cáustica, né? Só se for!
E aí de noite, comendo aquela pizza de mussarela-puxa-puxa, olhei para a Coca-Cola, lembrei do cano da pia, lembrei do forno, lembrei do chão da sala... e pensei: ah, que se dane!
Vamos desentupir esse corpo!

Rs



segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Fim de férias e sol

Fim de semana sem chuva, e adivinha? Não saímos durante o dia!
Sábado à noite, bar com a família do namorido.
Pastel frio, apesar de caro, cerveja gelada e falta de coragem para usar o banheiro do local (apenas 3 vasos para umas 100 mulheres, na média 33 mulheres/vaso - eca!).
Domingo, tempo quente, mas vento noroeste. Fiz um almocinho para 2 que sobrou para a marmita de hoje. Na verdade, nem fiz, né? Só preparei. Frango assado de televisão-de-cachorro, nhoque pronto, nhoque recheado pronto, molho pronto aditivado com temperinhos "made by me".
Depois do almoço, enxaqueca... uma semana antes de terminar a cartela da pílula, acontece sempre isso!
À noite, pizza "made in home, by me".

E hoje, acorda cedo para trabalhar. Com enxaqueca.
Café da manhã fraquinho, trabalho fraquinho, eu fraquinha...

Tudo isso para falar sobre férias e fim de férias.
Por que motivo, razão ou circunstância as nossas férias duram mais para os outros que para nós?
Por que eu nem vi os 20 dias que passei em casa, mesmo sem nada para fazer, mesmo morrendo de tédio e "ódeo" da chuva, e teve gente achando que eu passei 2 meses fora???
E aí eu cheguei à conclusão do real motivo para tudo isso. Porque quem está trabalhando sem a sua ajuda acaba sentindo que o trabalho multiplicou, e logo sente sua falta muito mais do que se você só fizesse o serviço burocrático, que nada tem a ver com o seu trabalho.
Sacou?
Não sei se fui clara, mas quis dizer que ninguém sente falta de você de verdade! Pode até ser que um ou outro sinta saudade dos papos longe do chefe, do café em grupo, do almoço no Pão de Açúcar, do bolo de chocolate que você fez e lembrou de todos (opa, isso é outro papo). Mas, na maioria das vezes, vão lembrar de você porque o último plantão foi pauleira e quem teve de trabalhar das 8 às 20h sem parar não foi você, porque você estava em casa, "curtindo" as férias.
Pois é... amigos, amigos, trabalho à parte, né?
É.
Mas aí é que entra a ação do tempo. Não o tempo cronológico, mas o tempo atmosférico.
Sabe aquela história de que só chove no sábado? É bem por aí.
Você sai de férias, viaja para um lugar onde NUNCA chove, e quando você chega lá, adivinha? Chove!
Aí você volta, louca para a obra da sua futura casa ter terminado, e adivinha? Chove! E a obra precisa ser suspensa. E você não aproveita as férias para nada, senão dormir ao som da chuva.
E a obra?
Recomeça hoje, quando eu volto a trabalhar.
E você me pergunta: e a mudança, quando sai?
E eu respondo: NÃO FAÇO A MENOR IDEIA!!!
Pois é... obras... são sempre assim...

Só falta agora o pedreiro também querer férias!




PS: Eu não uso o termo "ódio" sem trocar por "ódeo", tenho medinho de usar esses termos pesados. Mamys não deixa! Rs

sexta-feira, 31 de julho de 2009

Cozinha surpresa

Ontem eu estava tomando café e namorido liga: "O pedreiro ligou, a loja está entregando a cozinha".
Como assiiiiiim????
"Mas eles não vão montar, ok? Fica calma! Vou lá receber."
No fim da tarde, uma intuição me levou a limpar cozinha e área de serviço da nossa casa em obra e imunda de cimento e poeiras afins.
Hoje, no mesmo bat horário, o telefone toca. O montador, avisando que em 40 minutos estava lá para montar os móveis.
Engole o café, sai correndo de moletom debaixo de chuva.
Aproveitei a espera para dar mais uma limpadinha nas paredes, que limpeza feita à noite não fica lá grande coisa, né?
O montador chegou lá pelas 10h. Saiu de lá às 13h20. Fiquei mais um pouco para deixar tudo "limpinho" (armário, paredes e chão).
Chego em casa (a dos pais ainda) e tenho uma outra surpresa. Minha revista chegou, e junto um brindezinho lindo e saboroso que vai enfeitar meu móvel da cozinha! Uma miniatura de azeite Andorinha. Amo azeite, e o Andorinha é um dos melhores.
Adorei a montagem dos móveis, um dos montadores foi um presente super agradável, e mal posso esperar pelo momento de cozinhar na minha casinha e receber os amigos para uma noite rosa shock.